terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Sustentabilidade social: por que ela deve fazer parte da sua empresa?

Sustentabilidade_Social
Por definição, sustentabilidade social é um conjunto de ações que tem como propósito melhorar a qualidade de vida da população como um todo, visando reduzir as desigualdades sociais e ampliar o acesso aos direitos e serviços básicos, como educação e saúde, por exemplo. O ponto a ser observado é que não existe sociedade igualitária ou justa sem a participação do mercado e das empresas.
Porém, é bom ressaltar que ações socialmente sustentáveis não são importantes apenas para as pessoas de mais baixa renda, uma vez que, assim que colocadas em prática, acabam por favorecer a vida de toda a população, indiscriminadamente.
Quer saber que tipo de ações poderosas são essas? Então confira nosso post e aprenda sobre mais essa vertente da sustentabilidade:

A sociedade como um todo

De acordo com a definição de desenvolvimento sustentável, cada cidadão, enquanto consumidor, membro de uma empresa ou do governo, precisa repensar seu comportamento, passando a adotar práticas que fortaleçam a sustentabilidade de todos os processos — tanto sociais quanto políticos, econômicos e ambientais.
Todas as companhias devem ter a consciência de que, para praticar a sustentabilidade social, todos os seus funcionários, assim como a comunidade que as cercam, devem gozar de uma vida com qualidade. Sem contar que todos os seus próprios processos e os das empresas com quem negocia devem estar de acordo com essas boas práticas.
Para apostarmos em uma sociedade mais sustentável, não basta cobrar posições de empresas ou novas leis dos políticos, já que exatamente em hábitos aparentemente inofensivos é que moram algumas das mazelas mais difíceis de erradicar.

A sustentabilidade social nas empresas

Já está mais do que comprovado que aquelas empresas comprometidas com a responsabilidade e a sustentabilidade social se valorizam mais do que as outras — especialmente após a aprovação na Norma ISO 2600, em 2010, para a implementação e manutenção de um Sistema de Gestão da Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SGRS).
Para a certificação do SGRS, deve-se demonstrar, essencialmente, o atendimento às normas legais e sociais ligadas ao trabalho forçado, ao trabalho infantil, à saúde ocupacional e segurança, ao direito de negociação e de associação coletiva, à discriminação, às práticas disciplinares, à jornada de trabalho e aos salários.
  
Entretanto, o atendimento à legislação vigente não conta toda a história. Veja, por exemplo, essaimpressionante apresentação do New York Times. As tampas dos bueiros da cidade de Nova York — entre outras tantas peças de ferro fundido — são feitas em países em desenvolvimento, como a Índia. Ou seja, os funcionários da prefeitura e seus fiscais vivem em boas condições, com salários justos e qualidade de vida excepcional, enquanto os operários indianos, distantes da Grande Maçã, trabalham em condições subumanas, de quase escravidão. Esse abismo de desenvolvimento humano é um dos principais desafios da humanidade nos próximos séculos e um dos principais motivos pelos quais é tão difícil atingir um estado de verdadeira sustentabilidade.

O caminho do engajamento

Quando se pensa em sustentabilidade, a primeira associação que se faz costuma ser sempre relativa à preservação ambiental. Mas é preciso destacar que, ainda que seja um ponto extremamente importante, isso não é tudo. Foi a partir da consciência de que tanto as pessoas quanto o ambiente em que vivem merecem atenção, que surgiu o conceito da sustentabilidade social.
Várias podem ser as ações baseadas nesse ramo da sustentabilidade, como programas de geração de emprego, de oferta de um ambiente profissional saudável e seguro e de apoio à formação profissional do empregado, por exemplo. Para reforçar essas atitudes, pode-se, também, investir em programas voltados às questões ambientais — como financiamentos para agricultores e ações de conscientização sobre a importância da preservação da água — e às questões educativas — participando da construção de uma visão crítica dos hábitos de vida e de consumo, a fim de se incutir a noção de uma cultura mais igualitária nos estudantes, por exemplo. Também é uma boa ideia aplicar recursos e esforços na implantação de programas voltados para uma maior inclusão social e para projetos educativos gratuitos e de qualificação profissional, especialmente direcionados à população de baixa renda, além de um mundo de possibilidades, todas igualmente relevantes.

Responsabilidade cabe a cada um

É importante reforçar que a sustentabilidade social, assim como a ambiental, depende também de todos, cada um devendo fazer a sua parte e estimular os outros a fazerem o mesmo, já que a mobilização é um fator muito importante para a efetivação dessas propostas.
Sendo assim, não fique parado, mexa-se! É questionando padrões e cobrando mudanças que você ajudará na construção de uma sociedade verdadeiramente sustentável.
Então comente aqui e nos diga: o que você tem feito para melhorar o mundo? Conhece alguma empresa engajada nessa causa? Compartilhe conosco suas experiências e histórias e participe da conversa!